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quinta-feira, junho 16, 2005

o fardo do Homem Branco - os países ricos e a dívida dos países pobres


O Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM) com séde na Bélgica, classificou o plano de Gordon Brown como um “fiasco”.Os Governos do G8 usam a proposta de anulação da dívida externa dos países do Sul apenas como propaganda além de que a redução parcial da dívida agora anunciada apenas tem efeito até 2015,,, Dizem uma coisa e fazem outra comentou Eric Toussaint.
É sabida a tradicional desfuncionalidade da divisão internacional de trabalho no que respeita a África. A dívida foi construída na base da invasão de África por corpos estranhos à idiosincrasia do Continente como o Colonialismo decerto não nos fará esquecer.
O anuncio realizado implica a anulação da divida de 40 mil milhões de dólares, o que representa um pouco menos de uma quarta parte dos 370 mil milhões de dólares que os países em vias de desenvolvimento desembolsam apenas num ano para pagar os Juros e as Amortizações dos seus passivos externos. Este projecto agora apresentado oficialmente como “um cancelamento da dívida das 18 nações mais pobres, "não passa de uma cortina de fumo" que não pode lograr deter a hemorregia de capitais a que estão sujeitas as Nações individadas, submetidas a contratos leoninos com o Banco Mundial via Banco Africano de Desenvolvimento e FMI, que porém não contempla os empréstimos autorgados pela banca Privada Internacional, concedidos em condições tão ou mais exploradoras, porquanto eles obrigam a ceder interesses nas privatizações de vastos sectores chave nas Economias às empresas Multinacionais ocidentais conluiadas com a banca Financeira internacional (Project Finance).
Por exemplo:o Banco de investimento britânico "Standart Chartered" tem a produção petrolífera de Angola já hipotecada por várias décadas, por meio de "empréstimos" aos corruptos do governo ilegítimo do país, que os usam a seu bel-prazer em proveito próprio.
É estranho portanto que na imprensa surjam títulos como “o ministro britânico das Finanças pretende perdoar 100% da dívida dos países africanos e financiar a imunização das respectivas populações”, com uma chamada de atenção para apaziguar os leitores sobre a “oposição do presidente norte-americano a este plano” (Publico 4/ Junho). É evidente que Bush colocou no Banco Mundial Paul Wolfwitz. para obstar ao “empobrecimento” dos americanos! (que só dedicam 0,1% do seu PIB a “ajuda externa”, e de entre ela apenas 0,02% aos países mais pobres contrariando o acordo na ONU que apontava para valores bem mais altos, afim de se erradicar a pobreza da face da Terra até 2015)

* Utopía para romper com a infernal espiral da Dívida – por Eric Toissant , aqui
* G77 reunidos em Doha: "Os países industrializados não fazem o bastante para ajudar as nações pobres do Sul a superar os seus problemas econômicos endêmicos, entre eles uma dívida estimada em mais de 2,5 trilhões de dólares" - Aqui
* OIT - O caso do algodão é objeto de negociações específicas na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde as nações produtoras - Mali, Burkina Fasso, Benin, Chade e Senegal - pedem que os países ricos, especialmente Estados Unidos, ponham fim às milionárias subvenções concedidas em relação a essa matéria-prima. - Aqui

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