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segunda-feira, outubro 22, 2012

Passos, a Dívida, a Verdade e o Economista Chefe das Forças Armadas

Disse à dias Passos Coelho no Parlamento:

"O peso da dívida pública acumulada é hoje o principal problema orçamental. Se não tivesse havido durante tantos anos a irresponsabilidade de aumentar a dívida pública, hoje os portugueses não tinham de pagar tantos impostos”. Passos Coelho disse depois lá fora, num dos intervalos dos serventuários passeios que “esta é a altura para começar a falar verdade às pessoas”. Coelho pode começar a desmentir-se de imediato. A dívida pública não é, nem de perto nem de longe a maior parcela do endividamento nacional; a Dívida Pública representava há apenas um ano 110% do total do PIB, hoje com este governo a percentagem do total da Dívida representa 432,1%. Onde está a diferença? É da responsabilidade dos Bancos, e de Empresas Privadas. (2)

A "angústia" dos portugueses afogados em dívidas é falsa.

Não é verdade que o dinheiro dos contribuintes não chegue para pagar as despesas sociais do Estado, conforme fica demonstrado no recente estudo Quem paga o Estado Social?”. A maior parte do endividamento das familias corresponde ao pagamento de casa própria, que não é do próprio mas do Banco, e apenas 2% entraram em incumprimento (1957 milhões de euros em 2011). Quer isto dizer que 98% não deve nada, e o que devem estão a pagar. Por sua vez o crédito concedido ao consumo que se encontra em situação de malparado representa 7% dessa parcela da dívida. Nada que os bancos, com a margem de lucro que obtêm sobre os outros 93% dos créditos não possam dar conta. O problema é que o dinheiro que os bancos emprestam não é deles; Os bancos por sua vez foram pedi-lo a outros bancos estrangeiros (1) E os bancos, com a crise geral gerada a partir dos grandes centros financeiros que emitiam titulo falsos, deixaram de ter possibilidades de amortizar esses empréstimos. Faliram. E é a dívida dos Bancos que os portugueses estão a ser chamados a pagar
 
(1) Esta situação por sua vez é contudo ludibriada a todo o momento: Quem empresta aquilo que não tem...
(2) Sobre isto, diz o Ministro Negócios Estrangeiros da Islândia: "Não podemos forçar o Povo a ajudar os Banqueiros com dinheiro!" (fonte) 

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